Dia Internacional do Contador de Histórias 2012

A Biblioteca Infanto-Juvenil Lucília Minssen convida a todos os contadores de histórias a participar, no dia 20 de março, deste evento que é comemorado em vários países do mundo.

Haverá oficinas durante o dia, uma pela manhã e outra pela tarde, e uma maratona de contação de histórias das 19 às 21 horas, com os contadores de histórias convidados.

Haverá o Encontro Mítico de Contadores de Histórias, para que cada contador ocupe a cadeira mítica para narrar suas histórias para o público. O objetivo da cadeira é resgatar uma prática antiga de contar histórias e que era cheia de tanto encantamento.




PROGRAMAÇÃO

9h30 às 12h30 – Painel de abertura Narração de Histórias:
A ARTE PRIMEIRA DA PALAVRA
O painel visa a reflexão sobre alguns dos elementos necessários utilizados na performance do narrador: a conquista do texto; o encantamento da narrativa; as implicações e consequências do triângulo amoroso: conto, narrador, ouvinte.
Com Beatriz Myrrha de Minas Gerais e Rosane Castro de Cachoeirinha/RS

Inscrição: R$ 10,00
Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5ª andar da CCMQ.


14h às 18h – Oficina A Musicalidade na Palavra do Narrador de Histórias
BEATRIZ MYRRHA (Minas Gerais).
A oficina visa ampliar a visão e o ouvido do contador de histórias para uma atuação mais consciente e encantada. Nela, o participante terá acesso a teorias e práticas que o ajudarão a encontrar o tom e o ritmo de cada conto, na sua proposta expressiva. A análise sonora do conto, com suas paisagens sensoriais, suas mudanças de ritmo, da introdução ao desfecho, devem ser expressas na voz do narrador. Com a perspectiva de trabalhar as funções essenciais da sonoridade do contador, a oficina abordará de forma dinâmica, prática e teórica as possibilidades sonoras e corporais, responsáveis pelo bom desempenho do narrador e da narrativa. O narrador que ouve sua própria história é capaz de fazer com que o ouvinte ouça também todos os seus sons e os seus silêncios. A musicalidade na Palavra do narrador é um dos principais motivos de encantamento de uma história.

Inscrições R$ 30,00 , vagas limitadas.
Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5ª andar da CCMQ

Maria Beatriz Maciel Myrrha é musicista formada em Licenciatura em Educação Musical, pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Atriz formada pela Fundação Clóvis Salgado, Yogaterapeuta, formada por Swami Sarvãnanda (Georg Kritikos) é contadora de histórias há 22 anos, o que já lhe rendeu prêmios em concursos de narradores e participação em juris. Atua como professora de educação musical, e narração de histórias. Tem dois livros publicados: “Feira de Histórias” e “Pitulu”, ambos pela Editora Aletria.

Rosane Castro é arte educadora, narradora de histórias e atriz. Formada em Letras e Literatura da Língua Portuguesa pela Ulbra, tem experiência em vários segmentos artísticos, e é a idealizadora e coordenadora do Seminário de Contadores de Histórias Ao Pé do Ouvido, na cidade de Cachoeirinha/RS. Como contadora de histórias atua em vários eventos literários e foi por quatro anos consecutivos coordenadora do espaço QG dos Pitocos da Feira do livro de Porto Alegre. Trabalha com atividades de incentivo à leitura em duas escolas de educação infantil.

ENCONTRO MÍTICO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

19h às 21horas: Contos na Cadeira Mítica Abertura com apresentação de Paulo Bocca – O mito da cadeira do Contador de Histórias
19h30min – Memórias inventadas de Manoel de Barros com Lela Mayer, Santa Cruz do Sul.
19h45min – A Árvore Generosa de Shel Silverstein com Marta Troian Pulita Caxias do Sul.
20h – Os pássaros de Flávio Lunardi, com Rosane Castro
20h20min – Cocô de passarinho - Eva Furnari / "Kanon, a Deusa da Misericórdia"- lenda japonesa Beatriz Myrrha
21h – Encerramento e confraternização

Local: Teatro Carlos Carvalho- 2ª andar da CCMQ
Ingresso: R$ 10,00

Reservas ou inscrições para as oficinas e a apresentação da noite através do email da Biblioteca Lucília Minssen: bibliotecaluciliaminssen@gmail.com, ou ligar para (51) 3225 7089.

Encontro Internacional de Contadores de Histórias de Língua Portuguesa

Esse evento está sendo planejado para ocorrer em 2012 e ser promovido pela Biblioteca Lucília Minssen, da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre/RS, Brasil.

No ano de 2011 haverá o lançamento do projeto dentro do Festival de Contadores de Histórias.

A ideia surgiu depois de três edições muito bem sucedidas do festival de Contadores de Histórias, promovido pela mesma instituição. O crescimento foi rápido.

Na primeira edição do Festival, contamos apenas com contadores do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, tivemos a participação de contadores de Santa Catarina, e em 2010, recebemos o contador Jozé Sabugo, de Portugal. Foi nesse momento que veio a ideia de criar um evento que reunisse contadores de histórias de língua portuguesa.

A ideia partiu do contador de histórias e escritor, Paulo Bocca, que iniciou os contatos em busca de contatos.

Ainda estamos em busca de contadores e esperamos que as pessoas que tenham contatos em países de língua portuguesa, possam nos auxiliar nesse trabalho.

O objetivo principal é de divulgar e fortalecer a cultura oral do idioma português criada em suas culturas geográficas locais.

Esperamos contar com a participação de contadores de histórias de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, é claro, do Brasil.

Os contatos devem ser feitos através de nosso email

festivaldecontadores@gmail.com

Ou pelo telefone da Biblioteca Lucília Minssen

(51) 3225 7089

Biblioteca Lucília Minssen na Red Internacional de Cuentacuentos


Desde o dia 21 de julho, o Festival Estadual de Contadores de Histórias faz parte dos eventos divulgados pela rede Internacional de Cuentacuentos, e recebeu de seus coordenadores elogios pela sua importância relevância por promover a arte da narração oral.

O perfil do festival pode ser visto no link http://www.cuentacuentos.eu/festivales/festcalendario/BrasilPortoAlegreContadoresdeHistorias.htm

A Red Internacional de Cuentacuentos foi criada para interligar os contadores de histórias e narradores orais de todas as culturas do mundo, bem como bibliotecas dinâmicas e escolas, a promoção da leitura e difusão das obras-primas da literatura tradicional e através da narrativa contemporânea. Atualmente, a rede conta com mais de mil contadores de histórias de cinquenta países nos cinco continentes, e também conta com o apoio de mais de 700 organizações, bibliotecas, centros educacionais e culturais, workshops, escritores e contadores de histórias. Seus principais impulsionadores são a contadora de histórias e escritora, Beatriz Montero e Enrique Paez, e gerenciam a rede de Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha.

No sitehttp://www.cuentacuentos.eupodem ser encontradas textos teóricos por especialistas e estudiosos de narração oral, relatos da época, e abundância de links para bibliotecas, centros culturais, festivais de contadores de histórias internacionais, instituições de ensino, revistas, editoras e grupos de trabalho.

No Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, celebrado em 2010 no Rio de Janeiro, ficou definido que o dia 21 de junho marcaria a data de nascimento da RIC, e para difundir e aprimorar a arte de contar histórias com o tema:Histórias para mudar o mundo. O objetivo é convidar e convocar contadores de histórias, narradores orais, bibliotecários, professores, pais, avós, jovens e todos aqueles que tenham interesse em participar, para que narrem contos neste dia em diferentes locais: escolas, bibliotecas, colégios, casas de família, praças, parques, centros culturais, salas de teatro. O ano de 2011 marcou a primeira edição deHistórias para mudar o mundo.

Dia Internacional do Contador de Histórias

20 DE MARÇO

O Dia Internacional do Contador de Histórias é comemorado em 20 de março, principalmente na Europa. É uma data de celebração mundial e coincide com o início da primavera no hemisfério norte, e do outono no hemisfério sul.

As raízes do evento iniciaram em 1991, na Suécia, e chamava-se “Dia de Todos os Contadores de Histórias”. O evento prosseguiu em 1992, mas após isso foi perdendo força. Em 1997, contadores de histórias em Perth, Austrália Ocidental coordenaram uma celebração durante uma semana, comemorando 20 de março como o Dia Internacional de Narradores Orais. Ao mesmo tempo, no México e outros países da América do Sul, 20 de março foi celebrado como o Dia Nacional de Narradores.

A de 2001, a rede escandinava de contadores de histórias deu um novo impulso ao 20 de março, e a partir do ano seguinte, o evento espalhou-se da Suécia para a Noruega, Dinamarca, Finlândia e Estónia. Em 2003, a idéia chegou ao Canadá e outros países. Assim, o evento tornou-se conhecido internacionalmente como o Dia Mundial do Contador de Histórias. A França iniciou em 2004 e no ano seguinte já eram 25 países em 5 continentes. Em 2007 aconteceu um festival em Newfoundland, Canadá. Em 2008 a Holanda participou com um grande evento chamado Vertellers no de Aanval' e três mil crianças ficaram surpresas com a aparição repentina de contadores de histórias em sala de aula. Em 2009, houve eventos Mundial Storytelling Dia da Europa, Ásia, África, América do Norte, América do Sul e Austrália.

Cada ano, muitos dos eventos de contadores de histórias individuais que acontecem ao redor da Terra, estão ligados por um tema comum. Cada ano, o tema é identificado e acordado por contadores de histórias de todo o mundo.

2004 – Pássaros

2005 – Pontes

2006 – A Lua

2007 – O Andarilho

2008 – Sonhos

2009 – Vizinhos

2010 – Luz e Sombra

2011 – Água

2012 – Árvores

Festival de Contadores de Histórias

SOBRE O FESTIVAL DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

O Festival de Contadores de Histórias é um evento não competitivo, voltado exclusivamente para a contação de histórias. É uma realização da Secretaria de Estado da Cultura do Departamento do livro e Bibliotecas Públicas através da Biblioteca Lucilia Minssen e Casa de Cultura Mario Quintana.
Em 2008, o festival teve caráter estadual. No ano seguinte, foram recebidas inscrições de contadores de outros estados brasileiros e em 2010, o evento teve a honra de recebe o contador de histórias Jozé Sabugo, de Portugal. Para o ano de 2011, está sendo preparado o 1° Encontro Internacional de Contadores de Histórias de Língua Portuguesa, dentro do festival.

APRESENTAÇÃO
O Festival de Contadores de Histórias reúne pessoas que se dediquem à arte de contar histórias de forma primordial, tanto para crianças quanto para adultos. Como primordial nos referimos à maneira como os antigos contadores contavam suas histórias: “recheando-a de encenação, que deixava toda a assembléia atenta e sorridente” (Munduruku, As Peripécias do Jabuti, Mercuryo Jovem, 2007, p13). As formas que se identificam com a prática pedagógica ficarão de fora por terem um direcionamento mais específico.
O festival deverá ocorrer no mês de outubro, dentro da semana de aniversário da Biblioteca Lucília Minssen.

JUSTIFICATIVA
A Literatura Infantil e Juvenil tem recebido grande destaque nos últimos anos no mercado editorial brasileiro. Junto com projetos de incentivo à leitura em escolas públicas e privadas tem gerado uma necessidade de pessoas que trabalhem também a contação de histórias. Geralmente, esses contadores surgem nas escolas: é um professor de Língua Portuguesa, um professor de séries iniciais com formação em Pedagogia, ou a pessoa responsável pela biblioteca da escola, que nem sempre tem a formação ideal em Biblioteconomia. Com tanta oferta altamente qualificada de livros, surgiu a necessidade de os professores buscarem uma capacitação para a arte de contar histórias. O Festival de Contadores de Histórias busca levar ao público em geral difundir essa arte ainda pouco conhecida e de grande importância cultural para nosso país.

OBJETIVOS
Gerais
Promover, difundir e divulgar as manifestações artísticas de contação de histórias, destacando e divulgando talentos, contribuindo para o intercâmbio entre professores, alunos, contadores, e realizadores e para o enriquecimento cultural do nosso país.

Específicos
Incentivar a utilização de métodos primordiais de contar histórias infantis e juvenis;
Apresentar as técnicas dos contadores de histórias a um público composto por leitores em formação e desenvolvimento;
Estimular a prática de leitura através da escolha de uma história editada em livro;
Pela contação de histórias, aumentar a visão de mundo do espectador-leitor;